Wall Street encerra trimestre bem sucedido

A praça de Nova Iorque encerrou em alta um trimestre de ganhos dos seus principais índices

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Lusa

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A bolsa nova-iorquina fechou a semana em ligeira alta, graças à divulgação de indicadores macroeconómicos positivos, encerrando assim um trimestre particularmente bem-sucedido.
Os resultados definitivos indicam que o índice selectivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,07%, para os 26.458,31 pontos.
O tecnológico Nasdaq teve um crescimento mais débil, de 0,05%, para as 8.046,35 unidades, e o alargado S&P500 perdeu uma percentagem imperceptível, correspondente a 0,02 pontos, para fechar nos 2.913,98.
No conjunto do trimestre, o Dow Jones apreciou-se 9%, o Nasdaq subiu 7,1% e o S&P500 valorizou 7,2%, na que foi a sua subida mais forte desde o quarto trimestre de 2013.
Os índices beneficiaram fortemente do forte crescimento dos lucros das empresas no segundo trimestre.
Na sexta-feira, os índices começaram a sessão em baixa, com os investidores preocupados com a situação na Itália, depois de o Governo ter revisto em alta a previsão do défice orçamental para os próximos três anos, para o equivalente a 2,4% do produto interno bruto, e com a situação na Tesla, cujo papel perdeu 13,90%.
O fabricante de veículos eléctricos foi atingido em pleno por uma queixa apresentada pelo regulador do mercado de capitais norte-americano (SEV, na sigla em inglês) contra o seu presidente, Elon Musk.
Mas foi com tranquilidade que os níveis recuperaram durante a sessão, designadamente depois da divulgação de uma estatística positiva sobre a confiança dos consumidores em Setembro.
Já os outros indicadores do dia foram menos convincentes.
Os rendimentos e as despesas das famílias avançaram 0,3% em Agosto.
O índice dos preços no consumidor indicou uma ligeira desaceleração da inflação para 2,2%, em Agosto, em termos anuais.
Já a actividade industrial na região de Chicago diminuiu o ritmo da sua progressão em Setembro, para o nível mais baixo em cinco meses.
A sessão bolsista foi também marcada por um anúncio da rede social Facebook, informando que 50 milhões de contas dos seus utilizadores tinham sido pirateadas, devido a uma falha de segurança. A empresa fechou a perder 2,59%.
“Mesmo que o grupo tenha dado a impressão de que foi rápido na resposta ao problema e de geri-lo de forma adequada, este anúncio torna a colocar na ribalta a problemática da segurança dos dados pessoais”, sublinhou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

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