Sonangol mantém-se na Galp e no Millenium

A Sonangol, Sociedade Nacional de Combustíveis, vai manter os seus investimentos na Galp e no Millenium BCP, assegurou, segunda-feira, o Presidente da República, João Lourenço.

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Angop

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João Lourenço3

A Sonangol, Sociedade Nacional de Combustíveis, vai manter os seus investimentos na Galp e no Millenium BCP, assegurou, segunda-feira, o Presidente da República, João Lourenço.

Em entrevista à Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), o Chefe de Estado angolano afirmou que, no caso da Galp, não há razão para a Sonangol sair.
A Sonangol, disse, tem a instrução no sentido de se retirar daqueles negócios que não têm a ver com a sua actividade (extracção e a comercialização de petróleo), o que não é o caso da Galp.
“É o mesmo tipo de actividade. Faz parte do mesmo negócio. A questão não se põe na Galp”, sublinhou na entrevista, a propósito da vista do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.
Quanto ao banco Millenium BCP, reafirmou que a petrolífera angolana vai se manter, reiterando uma posição que já havia tomado em Novembro último por altura da sua visita a Portugal.
Em relação à dívida do Estado angolano com empresas portuguesas, informou que Angola está a reembolsar e o assunto está a ser tratado em permanência por equipas técnicas dos dois países.
Nesta entrevista, João Lourenço disse que gostaria de ver reforçada a presença do empresariado português em Angola, nos sectores da agricultura, indústria transformadora e do turismo.
O Chefe de Estado negou que as medidas de austeridades associadas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) aconteçam em Angola.
“Não vão acontecer, pela simples razão de que este programa em curso no país não é do FMI. O Executivo angolano propôs e o FMI apoiou, através da assistência financeira e técnica”, disse.
No poder desde Setembro de 2017, João Lourenço sublinhou que as medidas de austeridade que existem foram auto-impostas pelo próprio Executivo angolano.
Em relação ao combate para a redução dos índices de pobreza, afirmou que nos últimos anos foi feito um esforço para desminar vários campos, o que actualmente já se reflecte numa maior oferta de bens alimentares produzidos localmente.
Para o Chefe de Estado, o foco é a diversificação da economia, que passa pela criação de um bom ambiente de negócios para o investimento privado (nacional e estrangeiro), e pelo desenvolvimento de áreas da economia além do petróleo.
Após considerar que as relações com Portugal estão no pico da montanha, disse que, quando assumiu o poder, o país não tinha saúde financeira, mas que também não estava na bancarrota.
Na primeira entrevista a uma televisão portuguesa desde que assumiu a liderança do Estado angolano, João Lourenço assinalou a reabertura de concursos de ingresso nos sectores da educação e saúde, numa altura que o acesso à Função Pública estava praticamente congelado.
Em um ano e cinco meses de mandato, disse ter implementado medidas contra os monopólios, fomentado a concorrência entre as empresas, melhorado o ambiente de negócios no país, pelo que acredita no aumento da quota do sector não petrolífero na economia nacional.
O Presidente disse que vai apostar na agricultura, indústria, nas pescas e no turismo, por serem sectores que produzem riquezas e geram empregos, originando produtos de exportação que podem pesar na capacidade de geração de divisas.
Afirmou que as medidas tomadas em um ano e cinco meses de governo já estão a resultar em melhorias na vida dos angolanos.
Quanto à questão da pobreza, admitiu que existe em Angola, tendo afirmado que a luta do Executivo é gradualmente ir reduzindo os índices.
Disse que tem vindo a ser feito, nos últimos anos, grandes investimentos no sentido de satisfazer o maior número de cidadãos com acesso à água potável, energia e habitação.

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