Seremos substituídos por robôs?

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ND

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A forte onda de automação proporcionada pelo uso de novas tecnologias já tem reflexos importantes no planeamento das empresas.

E já é uma realidade em áreas cujas tarefas são repetitivas, como o relacionamento com o cliente. Um novo cenário que trouxe fortes questionamentos sobre os limites da automação. Afinal, até onde as empresas vão conseguir automatizar?

A busca constante das pessoas por socialização, por exemplo, é um factor comportamental que nos permite entender que, por mais benefícios que a automação de processos traga, uma empresa simplesmente nunca poderá ser totalmente automatizada. Uma tendência que mostra que elas estão atentas e investindo no componente humano constantemente, independentemente das inúmeras possibilidades de automatização.

As novas tecnologias vão, sim, modificar ainda mais as formas de relacionamento entre as pessoas e, consequentemente, das empresas com seus consumidores, parceiros, fornecedores e com o mercado em geral. Fazendo um paralelo, desde a revolução industrial até hoje, vimos vários trabalhos manuais em fábricas e fazendas serem substituídos. A diferença é que agora as máquinas vêm substituir alguns processos mentais. Todas as fábricas estão sem gente? Não, e a situação vai ser parecida nos escritórios.

É meio óbvio, mas vale a reflexão: uma máquina que fabrica fralda é mais eficiente do que qualquer humano, mas não serve sorvete ou olha para os clientes e reflecte sobre o que mais eles poderiam consumir. A máquina não cria modelos de negócios, não fabrica outras máquinas, não pensa em como melhorar seu próprio processo. A Inteligência Artificial que temos hoje ainda está muito distante de ter a mesma cognição que um humano.

Essas são apenas algumas das razões para acreditarmos que há, sim, um limite para a automação dentro das empresas. Não há motivos para se assustar e achar que tudo será automatizado. A automação não vem para todos os processos, absolutamente. O ser humano demanda – e sempre vai demandar – o contacto humano. Estamos falando de uma demanda que, por muito tempo ainda, só poderá ser atendida por pessoas, não por máquinas.

MATEUS AZEVEDO

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