O Óscar foi para o anti-racismo de Green Book

Contrariando o favoritismo doutros filmes, Green Book, um libelo contra o racismo, foi coroado por Hollywood

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NNH

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Green Book ganhou o Óscar para melhor filme do ano, contrariando  assim o favoritismo dos filmes “Roma”, do realizador mexicano Alfonso Cuarón, e de “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos, que lideravam as nomeações, em dez categorias dos prémios de cinema, anunciados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

Green Book narra a digressão de um afro-americano e um italo-americano pelas profundezes do Sul dos Estados Unidos, onde, no tempo do presidente liberal, John Kennedy, ainda dominava a segregação racial, com hotéis para brancos e hotéis para “gente de cor”, lavabos e sanitários discriminados, um inferno que os dois homens, muito diferentes, têm de atravessar.

Alfonso Cuarón não ganhou o prémio para melhor filme, mas conseguiu que,  pela primeira vez na história da indústria cinematográfica, uma produção da plataforma Netflix fosse nomeada para melhor filme.

O Óscar que premeia o melhor actor foi atribuído a Rami Malek, de origem egípcia, que assumiu a figura de Freddy Mercury, dos Queen, em “Bohemian Rapsody” e o de melhor actriz a Olívia Colman, que compõe o extraordinário personagem de Rainha Ana em “A Favorita”.

A 91ª cerimónia de atribuição dos Óscares decorreu  no Teatro Dolby de Los Angeles.

 

 

 

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