Reviravolta na inflação com variação mensal mais alta em 4 anos (actualização)

A taxa de inflação mensal registou uma subida de 4,75% em Setembro, o valor mensal mais alto, pelo menos, dos últimos quatro anos

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NNH/Lusa

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A inflação homóloga em Luanda foi, em Setembro, de 21,28%, acaba de informar o Instituto Nacional de Estatística (INE), quando em Agosto havia descido para 18,98%, uma inversão portanto na trajectória de desaceleração na subida dos preços que vinha sendo observada desde o início do último ano. A inflação homóloga compara a evolução dos preços em iguais períodos do mesmo ano e a respeitante a Luanda serve de referência à política monetária.

“Tendo como referência a província de Luanda, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação de 4,98% durante o período de Agosto a Setembro de 2018. A variação homóloga situa-se em 21,81%, registando um decréscimo de 5,65 pontos percentuais com relação a observada em igual período do ano anterior”, refere a nota do INE.

O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) de Setembro contraria as subidas mais ligeiras, de 1,21% em Agosto, 1,25% em Julho e 1,26% de Junho. O valor mais próximo deste máximo na taxa de inflação mensal registou-se em Julho de 2016, quando, no espaço de um mês, os preços sofreram um aumento médio na ordem dos 4,26%.

As províncias que registaram maior aumento no índice de preços no consumidor foram Luanda, com 4,98%, Cunene, com 2,78%, Bengo, com 2,63% e Namibe, com 2,19%.

As que registaram uma menor variação  foram o Cubango, com 0,85%, o Huambo, com 1,15%, Bié, com 1,18% e Cabinda, com 1,31%.

O INE regista como “como factores que influenciaram a variação que se regista a alteração das tarifas de água de acordo com o Decreto 230/18, de 12 de Junho e a actualização dos preços no sector dos transportes”. Segundo o relatório respeitante so Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) o principal sector a influenciar esta subida dos preços em Setembro de 2018 foi o da “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis”, com uma variação mensal de 43,33%, responsável por 3,5% do aumento total de 4,75%. Seguiram-se os “Transportes”, com 2,11%, e o sector do “Vestuário e Calçado”, com 1,89%.

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