Petróleo afunda e já está em 65 dólares

Donald Trump contrariou as ameaças da Arábia Saudita e o Brent, só hoje, afundou 6,75%, para cerca de 65 dólares

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NNH

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O preço do barril de petróleo prossegue a sua queda, apenas interrompida pela hipótese colocada pela Arábia Saudita da produção petrolífera global ser reduzida em um milhão de barris para reequilibrar o mercado.

Todavia, a resposta do Presidente dos Estados Unidos, cuja produção continua a aumentar, foi pronta, opondo-se à conclusão de uma análise técnica que os sauditas realizaram sobre a evolução do mercado.

Esta segunda-feira o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khaled al-Faleh, revelou que uma análise técnica mostrara a necessidade de reduzir a produção mundial de petróleo em um milhão de barris por dia para equilibrar o mercado.

“A análise técnica que analisámos ontem (domingo) revela que precisamos de uma redução de cerca de um milhão de barris por dia para equilibrar o mercado”, disse Faleh, que falava numa conferência sobre energia em Abu Dhabi. O governante adiantou que houve um acumular de ‘stocks’ e que “os 25 países produtores não permitirão que isso continue”. “Os sinais que enviámos ontem [domingo]” significam que “faremos (….) o que será necessário para equilibrar o mercado”, afirmou Faleh.

No domingo, na abertura da reunião em Abu Dhabi de países membros da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo e não membros da organização, o governante saudita já tinha anunciado que o seu país vai reduzir a produção de petróleo, o que levará a uma queda nas exportações de 500 mil barris por dia já no próximo mês.

Presos entre o aumento da produção em alguns dos principais países produtores e o medo de queda na procura, os preços do petróleo caíram quase 20% em um mês, depois de um pico no início de outubro, em que atingiu o seu nível mais alto dos últimos quatro anos.

A quebra de hoje, terça-feira, está a ser justificada pelos analistas com a pressão que Donald Trump está a exercer sobre a Arábia Saudita para não cortar a produção. A subida do dólar para máximos de 18 meses também explica a descida das cotações, já que a força da moeda norte-americana retira atractividade ao investimento em matérias-primas.

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