Petróleo acima de 80 dólares

O preço do petróleo chegou a atingir hoje nos mercados o valor mais elevado desde 2014. Para alguns analistas o preço do barril pode estar mesmo a caminho dos 100 dólares

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NNH

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A OPEP, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, de que Angola é membro, estimou, no seu último relatório, uma redução da oferta conjunta dos 14 membros que integram a organização e um novo aumento da produção norte-americana. Mais que isso, Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, ‘tweetou’ que a organização estaria, enquanto “monopólio” a controlar o mercado no sentido de fazer subir os preços, o que, no seu entender, contrastava com a “protecção” que os EUA dão a alguns dos seus membros.

Ora, a Arábia Saudita, que lidera a OPEP, e a Rússia rejeitaram este domingo um aumento na produção, negando assim o pedido de Donald Trump de medidas para reduzir o preço do petróleo. “Eu não influencio os preços”, disse Khalid al-Falih, ministro da Energia saudita, após uma reunião na Argélia que terminou sem qualquer recomendação para um aumento adicional da produção.

A palavra seguinte veio do mercado, com o preço do barril de crude a suplantar novamente 80 dólares e a atingir um valor que já não era visto desde 2014. É que não só a OPEP rejeitou os conselhos de Trump para aumentar a oferta no sentido de fazer descer o preço como os analistas, já levam em conta nos seus cálculos, os efeitos sobre o valor do barril do retomar das sanções dos Estados Unidos ao Irão, podendo, segundo alguns, ultrapassar os 100 dólares no início de 2019.

A acrescentar a tudo isto e segundo dados citados pela Reuters, os stocks de crude nos EUA estão em mínimos de 2015 e embora a produção este em máximos de sempre, a actividade de perfuração aponta para uma descida do output.

O barril de Brent, referência para as ramas angolanas, fechou esta segunda-feira no mercado de Londres a 81,34 dólares, com um ganho de 14 cêntimos relativamente ao encerramento da véspera.

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