Mesmo com redução da produção, petróleo gerou 4 mil milhões de dólares este ano

A receita petrolífera serviu para fazer face à dívida interna titulada, explicou o Presidente da República no "Estado da Nação"

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NNH

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Petróleo crude opep

O Presidente da República admitiu a quebra da produção petrolífera num momento em que o preço da matéria-prima subiu no mercado internacional.

“De facto, nos primeiros nove meses do ano (Janeiro a Setembro) o preço do crude esteve acima do que se projectou no OGE 2018 em cerca de 40%, entretanto a produção média do petróleo esteve abaixo do programado em cerca de 12% passando de 1.7 para 1.4 milhões de barris/dia.

“Estas variações contrárias uma da outra, aumento do preço do crude em paralelo com a baixa da produção diária do petróleo, geraram para os cofres do Estado um diferencial positivo total de cerca de 4 mil milhões de dólares americanos que serviram para fazer face à dívida interna titulada”, precisou no seu discurso proferido perante a Assembleia Nacional na segunda-feira sobre o “Estado da Nação”.

Para que no período 2018-2022, coberto pelo Plano de Desenvolvimento Nacional o crescimento médio anual da economia em termos reais seja de 3%, como prevê o Executivo, o crescimento médio anual do sector não petrolífero terá de ser mais robusto, situando-se na ordem dos 5.1%.

É que se prevê “que durante o quinquénio o sector petrolífero venha a conhecer um crescimento médio anual negativo de cerca de 1.8%, o que significa que o sector não petrolífero terá de ter um crescimento suficientemente forte para contrabalançar este sinal negativo do sector petrolífero”, referiu o Chefe de Estado.

“No domínio não petrolífero, os principais motores do crescimento serão os sectores da agricultura com uma taxa média de crescimento de 8.9%, das pescas com uma taxa média de 4.8%, da industria transformadora com uma taxa de 5.9%, dos serviços incluindo o turismo com 5.9% e da construção com uma média de 3.8%”, acrescentou.

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