Inflação desceu em Outubro para 18,04%

A inflação inflectiu de novo o rumo e voltou a descer em Outubro para 18,04%, revelou o INE esta terça-feira

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A inflação nacional voltou a inflectir a trajectória e baixou em Outubro para 18,04%, na comparação com igual mês do ano anterior (inflação homóloga), de acordo com a informação hoje, terça-feira, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em Setembro a inflação homóloga subira para 19,21%. O valor da inflação respeitante a Outubro é o mais baixo apurado este ano.

Em Outubro de 2017 a inflação homóloga situou-se em 26,25%.

Em termos de variação mensal, no último mês os preços registaram um aumento de 1,39%, quando em Setembro haviam variado 2,69%.

A inflação acumulada atingiu nos primeiros dez meses do ano foi 15,44%, quando, em igual período de 2017, se situou em 20,95%

Este comportamento da inflação dá margem de manobra à condução da política monetária no sentido de manter ou mesmo baixar as taxas de juro, numa altura em que a economia se mantém, de acordo com os últimos indicadores conhecidos relativamente à evolução do produto interno (PIB) em recessão.

Em Outubro,  as províncias que registaram um maior aumento do nível de preços foram o Bengo com 2,09%, o Zaire com 1,95%, Moxico com 1,73% e Lunda-Norte com 1,69%. Já o Namibe com 0,99%, o Huambo com 1,00%, o Bié com 1,15% e o Cuando Cubango com 1,19%, foram as províncias que apresentaram uma menor variação.

Ainda de acordo com o INE, e em termos nacionais, a classe “vestuário e calçado” com 2,04%, foi a que registou o maior aumento de preços, destacando-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: “saúde” com 1,86%, “mobiliário, equipamento doméstico e manutenção” e “hotéis, cafés e restaurantes” com 1,66% cada.

De referir igualmente que dos seis produtos que mais contribuíram para o aumento de preços cinco são produzidos internamente: “rendas de casa”, “carapau fresco ou congelado”, “gasosas”, “análises clínicas” e “serviços de cabeleireiro  de senhora”. Estes produtos integram uma lista de 24 produtos cuja contribuição para o índice de preços no consumidor (IPCN) é de 0,58 pontos percentuais, o que corresponde a 41,51% do total do IPCN.

Luanda com 17,35% de inflação

Luanda registou em Outubro uma variação ligeiramente inferior à verificada no conjunto do país: 1,37%. Também a inflação homóloga ficou em Luanda, no último mês, abaixo do valor nacional, situando-se em 17,35%.

A classe “hotéis, cafés e restaurantes” foi a que registou o maior aumento de preços na província que alberga a cidade capital, com 1,89%. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “vestuário e calçado” com 1,88%, “saúde” com 1,63% e “mobiliário, equipamento doméstico e manutenção” com 1,52% .

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