Kaombo da Total, o maior investimento de sempre em Angola (actualização)

Envolvendo um investimento de cerca de 16 mil milhões de dólares, o projecto da Total vai acrescentar 230 mil barris por dia à produção nacional de petróleo

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NNH com Lusa

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Inaugurado este sábado, embora já esteja a operar desde Julho, e localizado a 250 quilómetros ao largo de Luanda, o projecto Kaombo é a maior operação de prospecção de petróleo lançada em Angola no “offshore” e que custou 16.000 milhões de francos franceses (14.000 milhões de euros e perto de 16.000 milhões de dólares).

O projecto localiza-se no Bloco 32, no Oceano Atlântico, na região central e sudeste do bloco, a uma profundidade entre 1.400 e 1.950 metros, sendo que o crude será bombeado de seis campos, com reservas estimadas de 658 milhões de barris, espalhados por 800 quilómetros quadrados, o equivalente à área de Paris, capital de França.

As reservas de crude vão ser produzidas através de uma das maiores redes submarinas do mundo, ligadas à superfície, pela primeira vez no caso da Total, e por duas embarcações (Kaombo Norte e Kaombo Sul), cada uma com mais de 300 metros de comprimento e que foram convertidas com torre de sustentação, possuindo uma capacidade de produção conjunta de 230.000 barris diários, isto é, 15% da produção actual do país para reservas totais estimadas em 660 milhões de barris.

O complexo contempla 59 poços interligados às duas unidades flutuantes de produção, armazenagem e expedição (FPSO) através de linhas subaquáticas com cerca de 300 km de comprimento. A rede, com mais de 300 quilómetros de tubos, o que constitui o recorde mundial, foi colocada a 2.000 metros de profundidade para elevar os hidrocarbonetos para a superfície.

Cada FPSO terá uma capacidade de produção de 115.000 barris por dia. O gás associado será exportado para a unidade de GNL no onshore de Angola.

O projecto Kaombo irá desenvolver seis das 12 descobertas já realizadas no Bloco 32. Os seis campos (Gengibre, Gindungo, Caril, Canela, Mostarda e Louro) cobrem uma área de 800 km² nas zonas central e sudeste do bloco.

Estiveram presentes na inauguração do projecto petrolífero, refere a Total em comunicado, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Júnior, o presidente e director geral da Total, Patrick Pouyanné e o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino.

 

 

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