Fecho dos mercados: Juros de Itália e Portugal disparam. Petróleo desce dos 80 dólares

As principais praças europeias reflectiram o clima de incerteza na Europa e o Brent encerrou abaixo de 80 dólares

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As principais praças europeias reflectiram o clima de incerteza na Europa, onde a discórdia entre Itália e Bruxelas em torno do Orçamento se prolonga. Os juros transalpinos registam fortes subidas e são seguidos pelos portugueses e espanhóis. No mercado de petróleo o movimento é contrário.

As principais praças europeias encerraram com sinal vermelho, pressionadas pela contenda entre Roma e Bruxelas, em torno do Orçamento italiano. A prejudicar o desempenho do agregador europeu de referência, o Stoxx 600, que caiu 0,44% para 361,95 pontos, esteve também a banca espanhola, que registou perdas até 10% após uma decisão do Supremo Tribunal, que transfere para os bancos o pagamento do imposto de selo no crédito hipotecário. Lisboa destacou-se pela positiva e escapou da tendência europeia, com o PSI-20 a subir uns ligeiros 0,05% para 5.060,36 pontos. A Galp Energia sustentou, com uma subida de 0,42% para 15,695 euros, tal como a Nos, que apreciou 2,53% para 5,26 euros.

Juros do Sul disparam

O confronto entre Bruxelas e Itália acerca do Orçamento abre um novo capítulo: a comissão europeia vai pedir esclarecimentos adicionais ao governo transalpino em relação à proposta entregue esta segunda-feira. Em Roma os juros da dívida a dez anos subiram 13,8 pontos base para os 3,686%, ainda assim abaixo dos 3,696% que marcam o pico da sessão e que se aproximam do máximo de 2014 que foi atingido no último dia 9 de Outubro.

Os vizinhos do Sul, Portugal e Espanha, que também serão interpelados por Bruxelas para prestar alguns esclarecimentos em relação às respectivas propostas de Orçamento, seguiram a mesma tendência. Em Lisboa a yield das obrigações a dez anos aumentou 8,3 pontos base para os 2,031% e em Madrid o agravamento foi de 7,9 pontos base para os 1,728%.

A Alemanha contraria os movimentos dos países do Sul e os juros da dívida com a mesma maturidade aliviaram 4,5 pontos base para os 0,416%, colocando o spread das obrigações portuguesas face às germânicas nos 161,6 pontos base.

Dólar apoiado por subida nos juros americanos

A “nota verde” está a beneficiar da unanimidade dentro da Fed em relação à subida da taxa de juro directora, patente nas minutas da última reunião, que foram reveladas esta quarta-feira. O euro perde 0,06% para os 1,1494 dólares, tendo já atingido um mínimo de oito dias, entregando a ribalta à divisa norte-americana.

Petróleo desce dos 80 dólares

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a desvalorizar 0,62% para os 79,55 dólares, depois de já ter descido aos 78,69 dólares dada uma quebra de 1,70%, a qual ditou um mínimo de quase um mês. A descida nos preços acontece após a revelação de que as reservas norte-americanas aumentaram acima do esperado – mais do dobro do valor apontado pelos analistas no último inquérito da Bloomberg.

Economia chinesa desgasta cobre

As cotações do cobre estão a sofrer com os sinais negativos que são dados pela economia chinesa, vítima da guerra comercial com os EUA, uma vez que a segunda maior economia do mundo é a maior consumidora deste metal precioso a nível mundial. O metal cor-de-laranja já perdeu 1,9% para os 2.726 dólares por libra-peso em Nova Iorque. O mais provável é que o cobre feche a sessão de sexta-feira, 19 de Outubro, com a maior quebra semanal desde meados de Agosto.

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