Executivo admite recessão de 1,1% este ano

O crescimento previsto no Orçamento Geral do Estado 2018 (4,9%) é agora revisto, admitindo-se uma quebra de 1,1%, devido ao recuo do sector petrolífero

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NNH

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Construção-Angola

Este ano deverá encerrar com uma taxa de crescimento real do PIB negativa de 1,1%, admite a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019. No OGE para este ano a estimativa inscrita apontava para o crescimento do produto interno (PIB) em 4,9%, o qual seria suportado por um crescimento do sector petrolífero de 6,1%, incluindo a produção de LNG, e do sector não petrolífero de 4,4%. O crescimento do sector petrolífero, excluindo o LNG, seria de 3,1%. Estas previsões assentavam no pressuposto de que o preço médio do barril de petróleo rondaria 50 dólares.

Apesar do preço  médio das ramas angolanas situar-se, ao longo de 2018, bastante acima do esperado (72 dólares por barril contra os 50 dólares projectados)o crescimento real é revisto em baixa, passando de 4,9% no OGE 2018 para uma recessão de 1,1% na Programação Monetária Executiva (PME) 2018.

Esta revisão é explicada no texto do OGE para o próximo ano por dois factores: os  baixos níveis de produção de petróleo realizados até ao I semestre do ano e a menor dinâmica da actividade económica não petrolífera.

Face ao baixo desempenho do sector petrolífero no primeiro semestre, a produção petrolífera diária para o ano foi revista em baixa, cerca de -10.3%. A produção diária passou dos 1.698,6 milhões de barris/dia (620,0 milhões de barris/ano) previstos no OGE 2018 para 1.524,3 milhões de barris / dia (556,3 milhões de barris / ano). Incluindo a produção de LNG, a produção petrolífera foi revista em baixa em cerca de 12,4%, ao passar de 1.846,7 milhões de barris/dia (674,1 milhões de barris/ano) para 1.617,3 milhões de barris/dia (590,3 milhões de barris/ano), adianta o OGE 2019.

Neste contexto, o desempenho do sector petrolífero face a 2017 agravou-se, esperando-se para o corrente ano de 2018 uma redução de 8,2% incluindo o LNG e de 6,9% excluindo o LNG.

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