Eni alarga exploração de bloco petrolífero

A petrolífera italiana obteve autorização para explorar 3 novos prospectos, alargando o perímetro do Bloco 15/06, que integra a Sonangol

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NNH

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petróleo bloco 15 06 Eni

A italiana Eni obteve uma extensão de 400 quilómetros para a exploração de petróleo naquele que é o terceiro bloco que mais exporta do país e de que é a empresa operadora. Com efeito, através de relativa à partilha de produção no Bloco 15/06, a Sonangol, ainda a concessionária nacional, e a Eni assinaram esta Quarta-feira uma adenda , que, de acordo com a informação divulgada pela petrolífera estatal, “permite a inclusão de três novos prospectos, os quais poderão adicionar reservas e produção de petróleo ao referido bloco. Os novos prospectos são o Reco Reco, o 31A e o 31B.
Registe-se que a Sonangol vai deixar de ser concessionária da exploração de petróleo em Angola, função que passa a ser exercida por novo organismo autónomo, passando também as estruturas e o pessoal da Sonangol afectos à função concessionária para a nova entidade reguladora.

O comunicado da Sonangol refere ainda que, “contrariamente ao noticiado, a produção em Angola, até 2022, está estimada em 1.490.000.00 (um milhão quatrocentos e noventa mil) barris de petróleo/dia”, uma meta assumida pelo relatório de fundamentação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019 e que mostra que as novas explorações de petróleo não compensarão, a curto prazo, a morte de alguns poços.
Entretanto as autoridades procuram alargar a periferia de exploração e produção de alguns blocos, como acontece agora com o anunciado para a expansão do 15/06.
O Bloco 15/06, explorado por um consórcio que integra a Eni como operadora, a Sonangol Pesquisa e Produção e a SSI, está localizado a aproximadamente 350 quilómetros a noroeste de Luanda e 130 km a oeste do Soyo.
De acordo com as últimas comunicações fiscais efectuadas pelas petrolíferas à administração tributária, o Bloco 15/06 exportou, no acumulado do primeiro semestre deste ano, mais de 25 milhões de barris, posicionando-se logo a seguir, em volume de exportação, aos blocos 17, 15 e AO. O preço médio do barril exportado pelo bloco situou-se em 68,99 dólares, acima do preço médio do barril de exportação, tendo em conta o conjunto de 14 blocos e da zona terrestre de Cabinda.
A receita total do bloco superou os 53 mil milhões de kwanzas e a receita da concessionária com o bloco praticamente atingiu 24 mil milhões de kwanzas.

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