Diversificar é a chave para lidar com a volatilidade nos mercados financeiros

O barómetro do medo dos mercados financeiros subiu 58% só esta semana

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Após um Verão adormecido, o índice de volatilidade VIX voltou esta semana a chamar as atenções. O barómetro do medo dos mercados financeiros subiu 58% só esta semana, sugerindo que os investidores esperam maior turbulência a curto prazo nas acções.
“Os índices de volatilidade, como o VIX, são construídos a partir dos mercados de opções financeiras (instrumentos que dão ao investidor a possibilidade de comprar ou vender ativos numa data futura mas a um preço estabelecido no presente). Se os investidores percecionarem riscos acrescidos no futuro, vão negociar mais intensamente estes contratos, para se protegerem de variações desfavoráveis na cotação (seja de ações, divisas ou matérias-primas) e o VIX sobe”, explica a Proteste Investe.
O ano tem sido pleno de questões com potencial para para fazer aumentar o nervosismo nos mercados, com a guerra comercial a ser um factor constante. Em Fevereiro, houve um mini-selloff em Wall Street e, mais recentemente o fortalecimento do dólar levou à ameaça de uma crise nos mercados mercados emergentes.
Nas últimas semanas, o foco tem estado na política italiana, cujo incumprimento das metas do défice está a levar a um confronto com Bruxelas e aumento dos níveis de risco da Europa. A sazonalidade também tem impacto já que o VIX geralmente permanece em níveis mais baixos durante todo o verão e tende a subir entre Setembro e Novembro.
O gabinete de estudos financeiros da DECO (associação portuguesa de defesa do consumidor) sublinha que “a crença que as bolsas são de sentido único é perigosa para os investidores. Se estes estiverem mais conscientes dos riscos conseguem lidar melhor com os desequilíbrios que o mercado venha a apresentar”. Lembra ainda que, além disso, os mercados serão mais capazes de remunerar adequadamente os riscos. Mas é preciso saber como reagir nestas alturas.
“É preferível que a volatilidade regresse num momento em que a economia mundial está em boa forma e quando existem diversos polos de crescimento. Esta realidade deve incentivar os investidores a diversificar corretamente as suas carteiras, para ganhar exposição ao crescimento onde ele surgir e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos a que estão expostos”, acrescenta.

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