Diplomacia económica captou mais de 11 milhões de dólares e 579 milhões de euros

O Presidente da República, João Lourenço, sublinhou, no "Estado da Nação" os ganhos de uma diplomacia económica "inédita"

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NNH

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João Lourenço Presidente da República 5

O Presidente da República dedicou a parte final do seu discurso às iniciativas diplomáticas realizadas pelo Executivo, uma campanha que classificou como “intensa” e “inédita”. Como resultado foram captados financiamentos superiores a 11 mil milhões de dólares, a que se acrescentam 579 milhões de euros.

“No cômputo geral, esses financiamentos totalizam 11.2 mil milhões de dólares americanos e mais 579 milhões de euros, para além das manifestas intenções de investimento privado directo. É caso para se dizer que fizemos uma verdadeira diplomacia económica”, realçou João Lourenço.

O Presidente da República deteve-se nos financiamentos obtidos para Angola: 500 milhões de dólares que vieram do UKEF do Reino Unido, a emissão de 3.5 mil milhões de dólares de Eurobonds “que tem permitido a gestão da dívida e o arranque de novos projectos de infra-estruturas e investimentos sociais de pelo menos quatro províncias, a saber, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Cuando Cubango”.

Os restantes financiamentos foram precisados, um a um, pelo Chefe de Estado: “a garantia de um crédito de 500 milhões de dólares americanos do Credit Agricole e de mais 79 milhões de euros da Agência Francesa de Desenvolvimento, ambos de França”, assim como o crédito de 500 milhões de dólares americanos obtido junto do KFW Bank da Alemanha, e a extensão da linha de crédito COSEC de Portugal em mais 500 milhões de euros, após a visita do primeiro-ministro português a Angola.
João Lourenço prosseguiu na enumeração dos resultados da diplomacia económica desenvolvida: “Resultou ainda na concessão de um crédito de 2 mil milhões de dólares americanos do Banco de Desenvolvimento CDB, de 3,5 mil milhões de dólares americanos do Banco Comercial e Industrial ICBC e de mais 620 milhões de dólares americanos do EXIMBANK, todos da China, e a oferta de 500 bolsas de estudo para o ensino superior anunciada pelo próprio Presidente Xi Jinping na sequência da minha mais recente visita de Estado àquele país.
Conseguimos ainda do Banco Africano de Desenvolvimento BAD, 110 milhões para o fomento da agricultura que está a ser utilizado na província de Cabinda”.

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