Recessão aprofunda

A recessão aprofundou-se no segundo trimestre com o registo de um recuo de 7,4% no produto interno bruto (PIB), revela o INE

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NNH com Lusa

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Construção-Angola

No primeiro semestre de 2018 o produto interno, ou seja, a riqueza gerada pela economia nacional, caiu, em média, mais de 6%, em concreto 4,6% nos primeiros três meses do ano e 7,4%, revela agora o Instituto Nacional de Estatística (INE), nos segundos.

E o que acontece é que desde o terceiro trimestre de 2017 que o crescimento da economia angolana se encontra em quebra, e o recuo registado no último trimestre só encontra paralelo, desde 2010, no quarto trimestre de 2015, quando quebrou 11,33%, e no terceiro trimestre de 2016, quando registou uma queda de 7,55%.

O que significa que a recessão se aprofunda.

Segundo o INE a maior contracção da actividade económica no segundo trimestre deste ano  em relação a igual trimestre de 2017 fica a dever-se fundamentalmente “às actividades da pescas (-10,0%), indústria transformadora (-8,8%), extracção e refinação de petróleo (-8,4%), outros serviços (-6,2%), Extracção de Diamantes e outros Minerais (-6,1%), administração pública, defesa e segurança social obrigatória (-5,9%), correios e telecomunicações (-5,3%), comércio (-4,3%), agro-pecuária e silvicultura (-2,2%) e construção (-0,7%), respectivamente”.

De acordo com os dados apresentados pelo INE, Angola enfrentou um crescimento negativo de quase 2,6% em 2016, que se seguiu a uma expansão de quase 1% em 2016.
No ano passado, de acordo com o INE, o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana registou uma contracção na actividade económica de 0,1%, o que contrasta com as previsões do Fundo Monetário Internacional feitas há uma semana, no ‘World Economic Outlook’, que apontavam para uma contracção de 2,5% no ano passado e de 0,1% este ano.

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